Praticando e incluindo: facilitadores comunicativos e a prática da Libras - língua brasileira de sinais

Revista Arqueiro

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Site: https://seer.ines.gov.br/index.php/revista-arqueiro/issue/view/153
Telefone: (21) 2285-7546
ISSN: 2966-4098
Editor Chefe: Wilma Favorito
Início Publicação: 02/01/2000
Periodicidade: Semestral
Área de Estudo: Educação, Área de Estudo: Letras, Área de Estudo: Linguística, Área de Estudo: Multidisciplinar

Praticando e incluindo: facilitadores comunicativos e a prática da Libras - língua brasileira de sinais

Ano: 2026 | Volume: Especial | Número: 49
Autores: Isabela Marquini Soares, Kellyson Alves Teixeira, Mariana Cristina de Carvalho Guedes, Sônia Cupertino de Jesus
Autor Correspondente: Isabela Marquini Soares | [email protected]

Palavras-chave: Acolhimento; Comunicação; Facilitadores; Libras

Resumos Cadastrados

Resumo Português:

Objetiva-se entrelaçar os recursos expressivos citados na Lei 10.436/02 com as especificidades das pessoas surdas por meio de alguns facilitadores comunicativos. Realça-se a importância de uma comunicação leve para facilitar o diálogo e o entendimento entre pessoas não ouvintes e ouvintes. Enfatizam-se alguns saberes referentes à Libras, demonstrando como facilitadores visuais, tais como gravuras, desenhos e imagens coloridas, podem ampliar o cognitivo e promover uma socialização inclusiva. Estratégias metodológicas foram aplicadas nos encontros teóricos e na oficina ao utilizar os facilitadores por meio de aulas expositivas e práticas. Reflexões pontuaram a importância da convivência com todos para fortalecer os laços comunicativos entre ouvintes e surdos. A metodologia perpassou por leituras, convivências, rodas de conversa e a participação de alguns surdos. A oficina contou com quatro surdos e cinco ouvintes, comprovando que os facilitadores comunicativos, juntamente com a Libras, enriquecem o ensino, ampliam o entendimento e possibilitam uma comunicação agradável para todos. O resultado foi perceptível quando os surdos entenderam que o vocabulário “superior” se referia ao ensino e não a uma característica pessoal. Os ouvintes envolvidos perceberam que é possível uma comunicação clara com os não ouvintes. Resultados? Ficou claro que, quando o facilitador comunicativo conhece a língua portuguesa, a cultura e a primeira língua dos surdos, facilita e clareia o sentido das palavras, direciona o funcionamento da escrita e, ainda, contribui para que o ambiente seja leve e totalmente sociável. Resultados esperados: continuar inovando com palestras, rodas participativas e oficinas para ampliar saberes com ênfase na Língua Brasileira de Sinais.



Resumo Inglês:

The objective is to intertwine the expressive resources mentioned in Law No. 10,436/02 with the specificities of deaf people through communicative facilitators. It highlights the importance of light communication to facilitate dialogue and understanding between deaf and hearing people. It emphasizes certain knowledge related to Libras, demonstrating how visual facilitators, such as illustrations, drawings, and colorful images, can broaden cognition and promote inclusive socialization. Methodological strategies were applied in theoretical meetings and in the workshop by using these facilitators through expository and practical classes. Reflections highlighted the importance of coexistence with everyone to strengthen communicative bonds between hearing and deaf individuals. The methodology included reading, shared experiences, conversation circles, and the participation of some deaf individuals. The workshop included four deaf and five hearing participants, demonstrating that communicative facilitators, together with Libras, enrich teaching, broaden understanding, and enable pleasant communication for all. The result was noticeable when the deaf participants understood that the vocabulary term “superior” referred to education rather than a personal characteristic. The hearing participants realized that clear communication with non-hearing individuals is possible. Results? It became clear that when the communicative facilitator knows the Portuguese language, the culture, and the first language of deaf people, this facilitates and clarifies the meaning of words, guides the functioning of writing, and contributes to an environment that is light and fully sociable. Expected results: to continue innovating with lectures, participatory circles, and workshops to expand knowledge with an emphasis on Brazilian Sign Language.