Nesse estudo temos por objetivo analisar o Currículo de Referência Único do Acre (CRUA) com foco na Educação do Campo a fim de compreender de que modo este currículo está organizado no contexto dos itinerários formativos e, a partir disso, refletir sobre o contraste dessa organização com a ideia de transgredir ao currículo prescrito e o ensino tradicional nas práticas pedagógicas para o Ensino Médio (E.M). Trata-se de um estudo com uma abordagem qualitativa na qual utilizamos a metodologia da pesquisa documental no CRUA e no Parecer do Conselho Nacional de Educação (CNE) Nº 03/2018 que trata das atualizações nas Diretrizes Curriculares Nacionais (DCN’s) para o E.M tendo como referencial teórico de análise os seguintes autores: Molina (2004; 2006), Gadotti (1995) e Spivak (2010). O estudo realizado apontou que os itinerários formativos do ensino médio para a Educação do Campo demonstram indícios de estar organizado de maneira colonial na medida em que não permite uma maior flexibilidade para a construção social do currículo. Concluímos, assim, que há dificuldades para a viabilidade de práticas pedagógicas críticas e libertadoras para os sujeitos marginalizados da Educação do Campo e suas epistemologias inferidas a partir do estudo documental concretizado.
In this study we aim to analyze the Single Reference Curriculum of Acre (SRCA) with a focus on Rural Education in order to understand how this curriculum is organized in the context of training itineraries and, from this, reflect on the contrast of this organization with the idea of transgressing the prescribed curriculum and traditional teaching in pedagogical practices for High School (H.S). This is a study with a qualitative approach in which we used the documentary research methodology in SRCA and in the Opinion of the National Education Council (NEC) No. 03/2018, which deals with updates to the National Curricular Guidelines (NCG’s) for H.S, using the following authors as the theoretical analysis framework: Molina (2004; 2006) and Spivak (2010). The study realized pointed out that the training itineraries of secondary education for Rural Education show evidences of being organized in a colonial way in that it does not allow greater flexibility for the social construction of the curriculum. We conclude, therefore, that there are difficulties in the viability of critical and liberating pedagogical practices for the marginalized subjects of Rural Education and their epistemologies inferred from the documentary study carried out.
En este estudio pretendemos analizar el Currículo Único de Referencia de Acre (CURA) con enfoque en la Educación Rural para comprender cómo se organiza este currículo en el contexto de los itinerarios formativos y, a partir de ello, reflexionar sobre el contraste de esta organización con la idea de transgredir el currículo prescrito y la enseñanza tradicional en las prácticas pedagógicas para la Escuela Secundaria (E.S). Este es un estudio con enfoque cualitativo en el que utilizamos la metodología de investigación documental en el CURA y en el Dictamen del Consejo Nacional de Educación (CNE) No. 03/2018, que aborda las actualizaciones de las Directrices Curriculares Nacionales (DCN) para la E.M., tomando como marco de análisis teórico los siguientes autores: Molina (2004; 2006) y Spivak (2010). El estudio realizado señaló que los itinerarios formativos de la educación secundaria para la Educación Rural presentan signos de estar organizados de manera colonial en cuanto no permite una mayor flexibilidad para la construcción social del currículo. Concluimos, por tanto, que existen dificultades en la viabilidad de prácticas pedagógicas críticas y liberadoras para los sujetos marginados de la Educación Rural y sus epistemologías inferidas del estudio documental realizado.