O estudo investiga o uso não prescrito de metilfenidato entre estudantes de medicina, destacando os dilemas éticos envolvidos e os riscos à saúde. O metilfenidato, um estimulante do sistema nervosocentral, é aprovado para o tratamento de Transtorno de Déficit de Atenção e Hiperatividade (TDAH), mas é frequentemente utilizado de forma inadequada para potencializar o desempenho acadêmico. Este uso é particularmente comum entre estudantes de medicina,que recorrem ao medicamento para melhorar a concentração e aumentar a resistência à fadiga durante períodos de grande pressão acadêmica. O estudo se baseia em uma revisão integrativa da literatura, analisando estudos empíricos e teóricos publicados nos últimos cinco anos. As bases de dados consultadas incluem MEDLINE, LILACS e PubMed, utilizando descritores relacionados ao metilfenidato e ao uso de estimulantes. A pesquisa revela que a pressão intensa para obter desempenho acadêmico de alto nível, aliada àfácil disponibilidade do metilfenidato e à crença de que o uso do fármaco oferece vantagem competitiva, são fatores que incentivam o consumo do medicamento entre os estudantes. No entanto, diversos efeitos adversos foram observados, como insônia, ansiedade, dependência psicológica, alterações de humor e outros problemas de saúde. O estudo conclui que, embora o uso de metilfenidato seja comum, ele apresenta riscos significativos à saúde física e mental dos estudantes. A pesquisa recomenda campanhas de conscientização sobre os perigos do uso indiscriminado do medicamento e sugere a implementação de estratégias regulatórias mais rigorosas para controlar seu acesso.