DESIGUALDADES MATERIAIS E PSICOLÓGICAS ENTRE GÊNEROS NO ENSINO SUPERIOR: IMPACTO DA PANDEMIA DA COVID-19

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ISSN: 18086136
Editor Chefe: Arthur Zanuti Franklin
Início Publicação: 30/06/2011
Periodicidade: Quadrimestral
Área de Estudo: Ciências Agrárias, Área de Estudo: Ciências Biológicas, Área de Estudo: Ciências da Saúde, Área de Estudo: Ciências Exatas, Área de Estudo: Ciências Humanas, Área de Estudo: Ciências Sociais Aplicadas, Área de Estudo: Engenharias, Área de Estudo: Linguística, Letras e Artes, Área de Estudo: Multidisciplinar

DESIGUALDADES MATERIAIS E PSICOLÓGICAS ENTRE GÊNEROS NO ENSINO SUPERIOR: IMPACTO DA PANDEMIA DA COVID-19

Ano: 2025 | Volume: 23 | Número: 2
Autores: Adriana Oliveira Andrade, Ana Carolina Bernardes Santos
Autor Correspondente: Adriana Oliveira Andrade | [email protected]

Palavras-chave: Covid-19, Estudantes, Desigualdade, Gênero, Saúde Mental

Resumos Cadastrados

Resumo Português:

Apesar das importantes conquistas obtidas pelas mulheres, a desigualdade multifacetada entre os gêneros se perpetua, tornando a realização de pesquisas essencial para compreender esse fenômeno. Nesse sentido, este estudo tem como objetivo traçar o perfil de estudantes de uma universidade pública brasileira a partir de um recorte de gênero, analisando suas percepções sobre condições materiais e psicológicas durante a pandemia da Covid-19. A pesquisa, de caráter descritivo e exploratório, adota uma abordagem quantitativa e foi conduzida com 73 graduandos. A análise dos dados foi realizada por meio da Análise deCorrespondência Múltipla, técnica multivariada exploratória que possibilita a visualização das relações entre as categorias de variáveis qualitativas, a partir da redução das dimensões dos dados, e, desse modo, permite a identificação de padrões e perfis distintos com base na proximidade ou distância das categorias. Os resultados indicam diferenças relacionadas com o gênero do estudante. As mulheres demonstraram maior associação com a percepção de piora nas condições financeiras, enquanto os homens relataram mais frequentemente dificuldades nas condições de estudo. No que tange à saúde mental, ambos os grupos apresentaram altos percentuais de piora, mas as mulheres relataram esse impacto com maior frequência. Além disso, a vontade de estudar foi afetada de forma generalizada, atingindo aproximadamente dois terços dos estudantes, independentemente do gênero. Observou-se ainda que, entre as mulheres, a sobrecarga acadêmica e doméstica pode ter contribuído para uma pior percepção das condições gerais, refletindo um acúmulo de responsabilidades. Os resultados reforçam que a desigualdade de gênero não apenas persiste, mas pode ter sido aprofundada pela pandemia, afetando a vida acadêmica e pessoal das mulheres de forma mais significativa. Esses dados evidenciam como as condições sociais e culturais estruturais influenciam a percepção de bem-estar e o desempenho dos estudantes.