A Pré-Iniciação Científica tem se mostrado uma estratégia formativa promissora para despertar vocações científicas e promover o engajamento dos estudantes com a pesquisa desde a educação básica. Este estudo buscou responder à questão: como a literatura nacional tem discutido as contribuições e os desafios das iniciativas de Pré-Iniciação Científica no contexto educacional brasileiro? Para isso, foi realizada uma revisão de literatura, com busca em bases nacionais (SciELO, Google Acadêmico e Periódicos CAPES), considerando publicações entre 2015 e 2025. Após triagem e análise de conteúdo, foram selecionados 14 estudos (11 artigos, uma dissertação e duas teses), cujos resultados foram organizados em três categorias de benefícios: acadêmicos, relacionados ao desenvolvimento do pensamento crítico, domínio de metodologias científicas e ao interesse pela ciência; profissionais, vinculados à definição de trajetórias acadêmicas, habilidades de comunicação e trabalho em equipe; e pessoais, envolvendo autoconfiança, protagonismo juvenil e engajamento social. Também foram identificados desafios, como desigualdades na infraestrutura, baixa divulgação dos programas e necessidade de formação e valorização docente. Conclui-se que a Pré-Iniciação Científica é uma abordagem relevante para a formação integral, mas carece de políticas de ampliação e equidade, além de estudos longitudinais que avaliem seus impactos de longo prazo.