Este estudo avaliou o impacto de metodologias ativas no ensino de genética, comparando aulas expositivas tradicionais e práticas baseadas na utilização de metodologias ativas no ensino de genética. O projeto foi aplicado em quatro turmas do 9º ano de duas escolas públicas na zona rural Sul de Teresina-PI, envolvendo 85alunos. As turmas foram divididas em dois grupos: ‘A’(metodologia ativa) e ‘B’(ensino tradicional). O conteúdo incluiu genética básica, 1ª Lei de Mendel e sistema ABO, ao longo de seis horas-aula em três semanas consecutivas.Nas turmas ‘A’, aplicaram-se atividades dinâmicas, como competições e resolução de problemas em grupo, incentivando a colaboração e o engajamento. As turmas ‘B’participaram de aulas expositivas e resolveram exercícios do livro didático. Ambos os grupos realizaram uma avaliação final composta por questões conceituais e problemas genéticos, usada como instrumento de análise comparativa de desempenho.Os resultadosdemonstraram diferenças significativas. As turmas ‘A’apresentaram médias mais altas, maior engajamento e retenção de conceitos. Apenas 2,9% dos alunos dessas turmas ficaram abaixo do nível básico, enquanto nas turmas ‘B’, o índice chegou a 9%. Além disso, 29% dos alunos das turmas ‘A’atingiram nível avançado, em contraste com 7% nas turmas ‘B’.Concluiu-se que metodologias ativas promovem uma aprendizagem mais eficaz e participativa, especialmente em temas complexos como genética. A análise, que incluiu aspectos quantitativos e qualitativos, destacou a interação entre estudantes e professores, além das estratégias de resolução de problemas. Recomenda-se ampliar sua aplicação em diferentes contextos escolares para fortalecer o ensino-aprendizagem.