Este artigo analisa a trajetória profissional de um professor egresso da Educação do Campo, buscando compreender como experiências relacionadas à precarização do trabalho, ao reconhecimento profissional, ao pertencimento e às desigualdades sociais participam da constituição da identidade docente. Em diálogo com a Teoria das Representações Sociais e com os estudos sobre Educação do Campo e trabalho docente, o estudo adota uma abordagem qualitativa de caráter reflexivo-analítico, tomando a narrativa da trajetória profissional como dispositivo analítico. Os resultados evidenciam que a precarização do trabalho, os vínculos temporários, a instabilidade profissional e o racismo estrutural produzem impactos na identidade profissional e na saúde mental docente. Em contrapartida, experiências associadas ao pertencimento, à inclusão e ao compromisso ético fortalecem práticas de resistência e reafirmam a Educação do Campo como espaço de formação humana, produção de sentidos e possibilidades emancipatórias.
This article analyzes the professional trajectory of a teacher graduated from Rural Education, seeking to understand how experiences related to labor precarization, professional recognition, belonging, and social inequalities contribute to the constitution of teacher identity. In dialogue with Social Representations Theory and studies on Rural Education and teaching work, the study adopts a qualitative, reflective-analytical approach, using the narrative of the professional trajectory as an analytical device. The findings indicate that labor precarization, temporary employment contracts, professional instability, and structural racism impact both professional identity and teachers’ mental health. Conversely, experiences associated with belonging, inclusion, and ethical commitment strengthen practices of resistance and reaffirm Rural Education as a space for human development, meaning-making, and emancipatory possibilities.
Este artículo analiza la trayectoria profesional de un docente egresado de la Educación del Campo, con el propósito de comprender cómo experiencias relacionadas con la precarización laboral, el reconocimiento profesional, el sentido de pertenencia y las desigualdades sociales participan en la constitución de la identidad docente. En diálogo con la Teoría de las Representaciones Sociales y con los estudios sobre Educación del Campo y trabajo docente, el estudio adopta un enfoque cualitativo de carácter reflexivo-analítico, tomando la narrativa de la trayectoria profesional como dispositivo analítico. Los resultados evidencian que la precarización laboral, los vínculos temporales, la inestabilidad profesional y el racismo estructural producen impactos en la identidad profesional y en la salud mental docente. En contrapartida, experiencias asociadas al sentido de pertenencia, la inclusión y el compromiso ético fortalecen prácticas de resistencia y reafirman la Educación del Campo como un espacio de formación humana, producción de sentidos y posibilidades emancipadoras.