Opresente estudo tem como objetivo analisar os impactos da resistência antimicrobiana e suas implicações na saúde pública brasileira.Trata-se de uma revisão integrativa da literatura, cujabusca pelos artigos foi realizada nas bases de dados National Library of Medicine (PubMed), Scientific Electronic Library Online (SciELO) e Literatura Latino-Americana e do Caribe em Ciências da Saúde (LILACS).Foram utilizadosos seguintes critérios de inclusão: estudos publicados entre 2019 e 2024; publicação em português ou inglês; do tipo ensaio clínico randomizado, caso-controle, coorte prospectiva e retrospectiva, transversal e relato e séries de caso; artigos que respondessem à pergunta norteadora do estudo (Qual o cenário atual de resistência antimicrobiana no Brasil e como isso afeta a saúde pública do país?); e estudos que descrevessem bactérias e antimicrobianos encontrados em instituições hospitalares.Foram selecionados 9 estudos e, destes, os dois principais microrganismos com maior resistência a antibióticosencontradosforam Escherichia colie Klebsiella pneumoniae, ambos identificados em 5 artigos. Os dois principais antibióticos com maiores taxas de resistência foram ciprofloxacina e gentamicina, relatados por 6 e 4 artigos, respectivamente.A resistência antimicrobiana contribui parao aumento da morbidade, mortalidade e do tempo de internação, o que expõe os pacientes a um risco ainda maior de infecções hospitalares. Logo, conclui-se que, para futuros estudos, é essencial investigar novas estratégias terapêuticas que possam superar a resistência aos antimicrobianos, incluindo o desenvolvimento de novos antibióticos ou terapias combinadas.