O artigo analisa as relações entre gênero e liderança como dimensões da práxis política de dirigentes estudantis na Educação Profissional e Tecnológica (EPT), tendo como campo empírico o Instituto Federal da Paraíba (IFPB). Fundamentada no materialismo histórico-dialético, a pesquisa articula autores como Freire, Saviani, Bourdieu, Fraser e Butler para compreender como poder, patriarcado e colonialidade moldam as experiências de representação discente. De abordagem mista, utiliza questionários e narrativas de lideranças estudantis de diversos campi do IFPB, analisadas segundo Bardin (2016). Os resultados revelam que, embora os grêmios e coletivos estudantis constituam espaços de crítica e resistência, persistem desigualdades de gênero, raça e classe que restringem a legitimidade das lideranças subalternizadas. Conclui-se que as juventudes da EPT se afirmam como sujeitos políticos de transformação, orientando-se por uma formação omnilateral, emancipatória e comprometida com a radicalização democrática da escola pública.