Per una filologia euro-mediterranea

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ISSN: 15160033
Editor Chefe: Fabiano Dalla Bona
Início Publicação: 31/03/1995
Periodicidade: Semestral
Área de Estudo: Artes, Área de Estudo: Letras, Área de Estudo: Linguística, Área de Estudo: Multidisciplinar

Per una filologia euro-mediterranea

Ano: 2016 | Volume: 1 | Número: 24
Autores: S. Rapisarda
Autor Correspondente: S. Rapisarda | [email protected]

Palavras-chave: Filologia Românica, Identidade, Culturas em contato

Resumos Cadastrados

Resumo Português:

Frente ao fenômeno de imensa dimensão que é chamado de “globalização”, e que,
enfim, no primeiro quartel do século xxi, pareceria ter adquirido, exceto funestos cataclismas
históricos, todos os conotados de irreversibilidade, vão se multiplicando os sinais de crise de muitas
daquelas disciplinas que foram se configurando e “profissionalizando” nos sistemas universitários
europeus da metade do século xix em diante. A tese desta breve exposição, que constitui
a síntese de um iminente livro sobre o tema, é que a crise se manifesta em seu grau máximo nas
disciplinas fundadas entorno da ideia de construção do Estado-Nação. Uma delas é, exatamente,
a Filologia Românica, que nos sistemas universitários dos vários Estados-Nação europeus, vai se
definindo como disciplina científica no momento histórico em que elas enfrentam o problema de
reconstruir (ou em certos casos de construir) os monumentos textuais de suas identidades, cujo
momento germinal era, para muitos Estados nacionais europeus, identificado na Idade Média.
O futuro da Filologia Românica, num mundo complexo e de tradições múltiplas, deverá, muito
mais, ser procurado em uma mudança de cenário geocultural, que da Provença e Alsácia se desloque
em direção ao Mediterrâneo, o Oriente Médio e, inclusive, o Extremo Oriente, zonas quentes
do século xxi. Apenas transformando-se, a Filologia Românica poderá redescobrir a sua vocação original de se confrontar com os temas quentes da política e da identidade.



Resumo Inglês:

In face of the immense scale phenomenon that is called “globalization”, and that
would seem to have acquired in the first quarter of the twenty-first century, despite tragic historical
cataclysms, all connotations of irreversibility, those disciplines that appeared in the European university
systems from the mid-nineteenth century onwards are in crisis. The hypothesis of this brief
essay, which is the synthesis of a forthcoming book on the subject, is that the crisis is manifested in
its highest degree in the disciplines founded around the nation-state idea. One of them is precisely
Romance Philology, which the university systems of several European nation-states defined as a scientific
discipline in the historical moment when they faced the problem of rebuilding (or in some
cases building) the textual monuments of their identities, whose original moment was, for many
European States, identified with the Middle Ages. In a complex and multi-traditional world, the
future of Romance Philology will be found in a change of geo-cultural scenario that is displaced from
Provence and Alsace towards the Mediterranean, the Middle East and even the Far East – hot areas of the twenty-first century. Only by transforming itself can Romance Philology rediscover its original
vocation to confront the hot topics of politics and identity