Este estudo investiga a representação de personagens femininas e a inclusão de diversidade sexual na série "Doctor Who". Especificamente, analisa-se a personagem Bill Potts, uma mulher negra lésbica, como um marco na representação de mulheres na série. Utilizando a teoria narrativa de Mieke Bal (2009) o conceito de ciborgue de Donna Haraway (1991), o estudo explora como a série usa imagens e metáforas para abordar temas complexos como marginalização, objetificação, isolamento, resistência e celebração da diversidade. A transformação de Bill em um ciborgue é destacada como uma crítica à despersonalização e objetificação das identidades marginalizadas, e como uma possibilidade de transcender normas de gênero e sexualidade. O estudo conclui que a representação de personagens femininas em "Doctor Who" reflete a complexidade e a diversidade da experiência feminina, apesar das limitações da heteronormatividade e do foco predominante em enredos românticos. A análise contribui para a compreensão das mudanças na televisão e reflete a transformação na percepção e valorização das mulheres e da diversidade sexual na sociedade contemporânea.