Este artigo discute os caminhos e as possibilidades para a construção e o fortalecimento da terminologia acadêmica em Língua Brasileira de Sinais (Libras), compreendida como língua natural e legítima de produção científica. A partir de um referencial teórico fundamentado nos estudos da Linguística, da Terminologia e da Educação de Surdos, o texto analisa os processos de constituição terminológica, com ênfase na neologia e na variação linguística, evidenciando que a fragilidade terminológica observada em determinados campos do conhecimento decorre de fatores históricos e sociopolíticos, e não de limitações estruturais da Libras. Discute-se, ainda, o papel da autoria surda, da produção coletiva de sinais-termo e da atuação institucional das universidades na consolidação da Libras como língua acadêmica. Argumenta-se que o fortalecimento da terminologia acadêmica em Libras é condição fundamental para a autonomia linguística da comunidade surda, para a qualificação da educação superior e para o reconhecimento da Libras como língua de ciência. Por fim, apontam-se perspectivas futuras relacionadas ao desenvolvimento de estudos empíricos, à elaboração de glossários acadêmicos e à implementação de políticas linguísticas mais efetivas no ensino superior.