Este artigo explora as estratégias enunciativas nas projeções de tempo de obras audiovisuais interativas, com foco naquelas que criam a impressão de que o tempo é controlado pelo destinatário. A análise revela como elementos como direção de arte, trilha sonora e indicações verbais atuam como articulações expressivas que estabelecem as temporalidades, operando no campo das marcas de acontecimentos que indicam a passagem do tempo. O jogo Braid é o foco da análise, destacando-se pelo uso inventivo das projeções temporais. Sob a perspectiva da semiótica discursiva, a pesquisa revela que essas manipulações desafiam a percepção, criando novas formas de interação e fruição. Ao propor noções de ordem, sentido e durabilidade desvinculadas da referencialidade do mundo natural e manipuláveis pelos jogadores, essas produções criam uma experiência imersiva que provoca reflexões sobre a natureza do tempo e sua relação com a experiência humana.
This article explores the enunciative strategies in the temporal projections of interactive audiovisual works, focusing on those that create the impression that time is controlled by the addressee. The analysis reveals how elements such as art direction, soundtrack, and verbal cues function as expressive articulations that establish temporalities, operating through event markers that indicate the passage of time. The game Braid is the central focus of the analysis, standing out for its inventive use of temporal projections. From the perspective of discursive semiotics, the research shows that these manipulations challenge perception, creating new forms of interaction and enjoyment. By proposing notions of order, meaning, and duration that are detached from the referentiality of the natural world and manipulable by players, these productions create an immersive experience that prompts reflections on the nature of time and its relationship with human experience.
Este artículo analiza las estrategias enunciativas en las proyecciones temporales de obras audiovisuales interactivas, con énfasis en aquellas que generan la impresión de que el tiempo es controlado por el destinatario. La investigación examina cómo la dirección de arte, la banda sonora y las indicaciones verbales funcionan como articulaciones expresivas que configuran las temporalidades mediante marcas de acontecimientos que señalan el paso del tiempo. El juego Braid se destaca como objeto de análisis por su uso innovador del tiempo. Desde la semiótica discursiva, se observa que estas manipulaciones desafían la percepción y posibilitan nuevas formas de interacción y disfrute. Al proponer nociones de orden, sentido y duración desvinculadas del mundo natural y editables por el jugador, dichas producciones construyen experiencias inmersivas que invitan a reflexionar sobre la temporalidad y su vínculo con la vivencia humana.