Tecnologias digitais: paradoxo entre exclusão e proteção social

Emancipação

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ISSN: 1982-7814
Editor Chefe: Adriano da Costa Valadão
Início Publicação: 31/12/2000
Periodicidade: Semestral
Área de Estudo: Saúde coletiva, Área de Estudo: Ciência política, Área de Estudo: Educação, Área de Estudo: Filosofia, Área de Estudo: Psicologia, Área de Estudo: Sociologia, Área de Estudo: Ciências Sociais Aplicadas, Área de Estudo: Administração, Área de Estudo: Direito, Área de Estudo: Economia doméstica, Área de Estudo: Planejamento urbano e regional, Área de Estudo: Serviço social, Área de Estudo: Multidisciplinar, Área de Estudo: Multidisciplinar

Tecnologias digitais: paradoxo entre exclusão e proteção social

Ano: 2026 | Volume: 26 | Número: Não se aplica
Autores: Jucimeri Isolda Silveira, Mônica Camolezi dos Santos Melo, Dayane Pinto Moreira
Autor Correspondente: Jucimeri Isolda Silveira | [email protected]

Palavras-chave: Governo Digital. Assistência Social. Cadastro Único

Resumos Cadastrados

Resumo Português:

O artigo analisa criticamente a digitalização na seguridade social brasileira, especialmente na assistência social, e seus efeitos sobre populações vulnerabilizadas. A partir de uma abordagem interseccional e decolonial, discute como as tecnologias podem ampliar o acesso, mas também aprofundar desigualdades quando descoladas das realidades territoriais. Com base na comparação entre o Auxílio Brasil e o Cadastro Único, o estudo examina limites e potencialidades da transformação digital no SUAS para a garantia de direitos. A pesquisa-ação integrou análise documental, dados abertos e leitura socioterritorial. Os resultados mostram que a exclusão digital reforça desigualdades históricas, mas que o uso qualificado de dados pode fortalecer a democracia quando guiado por justiça social e participação. Nesse cenário, o Cadastro Único emerge como ferramenta estratégica para promover equidade na gestão socioterritorial do SUAS.



Resumo Inglês:

The article critically analyzes digitalization in Brazil’s social security system, particularly in social assistance, and its effects on vulnerable populations. Using an intersectional and decolonial approach, it discusses how technologies can expand access but also deepen inequalities when detached from territorial realities. Based on a comparison between Auxílio Brasil and the Cadastro Único, the study examines the limits and potential of digital transformation in the SUAS for guaranteeing rights. The action-research methodology included document analysis, open data, and socioterritorial assessment. The findings show that digital exclusion reinforces historical inequalities, while qualified data use can strengthen democratic processes when guided by social justice and participation. In this context, the Cadastro Único emerges as a strategic tool for promoting equity in SUAS socioterritorial management.