Streptococcus agalactiae: colonização de gestantes de alto risco em um hospital regional da Amazônia brasileira e perfil de sensibilidade aos antimicrobianos

Revista Pan-Amazônica de Saúde (RPAS)

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ISSN: 2176-6223
Editor Chefe: Isabella M. A. Mateus
Início Publicação: 02/01/2010
Periodicidade: Trimestral
Área de Estudo: Ciências Biológicas, Área de Estudo: Ciências da Saúde, Área de Estudo: Multidisciplinar

Streptococcus agalactiae: colonização de gestantes de alto risco em um hospital regional da Amazônia brasileira e perfil de sensibilidade aos antimicrobianos

Ano: 2021 | Volume: 12 | Número: 1
Autores: Edlainny Araujo Ribeiro, Georgia Miranda Tomich, Brena de Almeida Costa, Rodrigo Alves de Oliveira, Lorrany Karen Batista de Jesus
Autor Correspondente: Edlainny Araujo Ribeiro | [email protected]

Palavras-chave: Streptococcus agalactiae, Gestantes, Resistência Microbiana a Medicamentos

Resumos Cadastrados

Resumo Português:

INTRODUÇÃO: Estreptococo do grupo B (EGB) ou Streptococcus agalactiae em indivíduos imunossuprimidos, como os neonatos, pode resultar em uma série de complicações e doenças, podendo levar até à morte. OBJETIVOS: Caracterizar o perfil clínico-epidemiológico de gestantes colonizadas por S. agalactiae e determinar o perfil de sensibilidade antimicrobiana dos isolados em um hospital na Amazônia. MATERIAIS E MÉTODOS: As coletas dos espécimes clínicos foram realizadas no período de 15 de março a 15 de abril de 2019 considerando as diretrizes do Centers for Disease Control and Prevention. A identificação fenotípica foi realizada de acordo com as recomendações da Agência Nacional de Vigilância Sanitária, e para o teste de sensibilidade antimicrobiana, foram seguidas as especificações do Clinical and Laboratory Standards Institute. RESULTADOS: A colonização por EGB foi detectada em 34,0% das gestantes; as doenças crônicas mais frequentes foram hipertensão (26,0%) e diabetes (10,0%). Os antimicrobianos linezolida, vancomicina e meropeném foram os mais eficazes contra as bactérias. Verificou-se alta taxa de resistência para ciprofloxacina (82,4%) e cloranfenicol (70,6%). Das cepas analisadas, 88,2% eram multirresistentes. CONCLUSÃO: A presença de EGB entre as gestantes de alto risco e a detecção de cepas multirresistentes, inclusive com resistência a penicilinas e cefalosporinas, traz à tona a importância da triagem para a detecção dessa bactéria durante a gestação e o início da antibioticoprofilaxia, ressaltando a necessidade de adequar a prática de acompanhamento pré-natal local às recomendações vigentes.



Resumo Inglês:

INTRODUCTION: Group B streptococcus (GBS) or Streptococcus agalactiae in immunosuppressed individuals, such as neonates, can result in a series of complications and diseases, which can even lead to death. OBJECTIVES: To characterize the clinical-epidemiological profile of pregnant women colonized by S. agalactiae and determine the isolates' sensitivity profile in a hospital in the Amazon. MATERIALS AND METHODS: Clinical specimens were collected from March 15 to April 15, 2019, following the Centers for Disease Control and Prevention guidelines. The phenotypic identification was performed according to the Brazilian Health Regulatory Agency (Anvisa), and for the antimicrobial sensitivity testing, the Clinical and Laboratory Standards Institute specifications were followed. RESULTS: Colonization by GBS was found in 34.0% of the pregnant women; the most frequent chronic diseases were hypertension (26.0%) and diabetes (10.0%). The antimicrobials linezolid, vancomycin, and meropenem were the most effective against the bacteria. There was a high resistance rate for ciprofloxacin (82.4%) and chloramphenicol (70.6%); 88.2% of the strains analyzed were multidrug-resistant. CONCLUSION: The presence of GBS among high-risk pregnant women and the detection of multidrug-resistant strains, including those with resistance to penicillins and cephalosporins, bring up the importance of screening for the detection of this bacteria during pregnancy and the beginning of antibiotic prophylaxis, emphasizing the need to adapt the practice of local prenatal care to the current recommendations.