Os liberais entendem os seres humanos como sujeitos, e não como objetos. Por isso, rejeitam o despotismo em todas as suas formas. Como afirmou o juiz Robert Jackson, a “unificação compulsória das opiniões produz apenas a unanimidade do cemitério”. Não faz sentido, portanto, falar em autoritarismo liberal: trata-se de um oxímoro. Da mesma forma, a chamada democracia iliberal é, simplesmente, iliberal — e é por isso que os liberais a rejeitam. Os liberais também se mostram perplexos diante de autores, tanto conservadores quanto progressistas, que se definem como “antiliberais” ou “pós-liberais”. Em relação a algumas dessas críticas, concordam com Amos Tversky e Daniel Kahneman: refutar uma caricatura não passa de produzir outra caricatura. Já quando essas críticas não são meramente caricaturais, os liberais reafirmam a importância da liberdade de pensamento e de ação, da democracia deliberativa e do respeito ao pluralismo razoável.
Liberals see human beings as subjects, not objects. They reject despotism in its many forms. With Justice Robert Jackson, liberals believe that “compulsory unification of opinion achieves only the unanimity of the graveyard.” Liberal authoritarianism is an oxymoron. Illiberal democracy is illiberal, and liberals oppose it for that reason. Liberals are puzzled by many of those, on the left and the right, who describe themselves as “antiliberal” or “postliberal.” With respect to some claims of “antiliberals” or “postliberals,” liberals agree with Amos Tversky and Daniel Kahneman: “The refutation of a caricature can be no more than a caricature of refutation.” With respect to those claims of “antiliberals” or “postliberals” that do not amount to a caricature, liberals insist on the importance of freedom of thought and action and deliberative democracy, and on the need to respect reasonable pluralism.