Neste artigo, refletiremos sobre o modo como a Inteligência Artificial (IA) complexifica a discussão sobre as expressões da cultura visual contemporânea, ao gerar representações convincentes de situações que, entretanto, nunca existiram. O fenômeno recoloca questões de peso relativas ao realismo e à crença na objetividade das imagens técnicas que, historicamente, embasaram os debates sobre a construção do visível. Não por acaso, a presença do olhar maquínico e do realismo observado nas representações atuais vem resultando em críticas importantes sobre a política das imagens nos dias de hoje (Beiguelman, 2021, 2023). Partindo desse quadro, buscaremos argumentar como a teoria semiótica de Tártu-Moscou oferece contribuição profícua para considerarmos as imagens engendradas pela IA como textos da cultura abertos à transmissão de informação, capazes de transformar e gerar novas mensagens, conformando a memória coletiva (Machado, 2003, 2007).
In this article, we will think over the way the Artificial Intelligence (AI) elaborate the discussion about expressions of the contemporary visual culture, creating convincing representations of situations that, however, never has been. This phenomenon replace significant questions related to the realism and the belief in the objectivity of the technical images that, historically, based the discussions about visible construction. Not by accident, the presence of the mechanical look and realism observed on the current representations results in important reviews about the image policies nowadays (Beiguelman, 2021, 2023). On the basis of this picture, we will argue how the semiotics theory by Tartu-Moscow offers a fruitful contribution for us to consider the begotten images by the AI as the culture texts opened to transmission of the information, known how to transform and create new messages, turn the collective memory (Machado, 2003, 2007).
En este artículo, nosotros vamos reflejar sobre la forma como la Inteligencia Artificial (IA) elabora la discusión sobre las expresiones de la cultura visual contemporánea, cuando genera representaciones convincentes de situaciones, que, mientras, nunca han sucedido. El fenómeno reinstala cuestiones de gran peso basadas en el realismo y en la convicción em la objetividad de las imágenes técnicas que, históricamente, proporcionan fundamento a los debates sobre la construcción del invisible. No por accidente, la presencia de la vista mecánica y del realismo reparado en las representaciones actuales han redundando en las críticas importantes sobre la política de las imágenes actualmente (Beiguelman, 2021, 2023). Iniciando de este marco, nosotros vamos argumentar sobre como la teoría semiótica de Tártu-Moscou ofrece contribución proficua para pensar las imágenes generadas a través de la IA como textos de la cultura abiertos a la transmisión de la información, capaces de converter y generar nuevas mensajes, conformando la memoria colectiva (Machado, 2003, 2007).