A presente pesquisa investiga as profundas transformações impostas pelas tecnologias digitais na identidade e autonomia humana, focando em fenômenos como o pós-humanismo, o filtro de bolhas, a personalização algorítmica e a emergência de uma civilização artificial. Esses fenômenos redefinem a existência e a capacidade de autonomia de pensamento, destacando uma lacuna crítica na compreensão de suas implicações sociais. O estudo adota uma abordagem hipotético-dedutiva, fundamentada em análise bibliográfica sobre a temática. As conclusões do estudo sugerem uma erosão significativa na capacidade de pensamento autônomo, questionando a validade do princípio cartesiano "Cogito, ergo sum". Este resultado conecta-se diretamente ao problema investigado e às estratégias metodológicas utilizadas, revelando um cenário onde a digitalização pode estar comprometendo fundamentalmente a autonomia individual e a participação democrática.