Os protocolos de Recuperação Aprimorada Após Cirurgia (ERAS) vêm ganhando destaque no cuidado perioperatório por sua associação com melhores desfechos clínicos e recuperação pós-operatória mais eficiente. Entretanto, ainda persistem lacunas relacionadas à padronização de sua implementação e à compreensão de seus impactos prognósticos em diferentes contextos cirúrgicos. Diante disso, este estudo teve como objetivo analisar criticamente as evidências médicas acerca do protocolo ERAS, com ênfase em seu impacto clínico e prognóstico. Tratando de uma revisão bibliográfica integrativa, de abordagem qualitativa, desenvolvida a partir de artigos indexados nas bases SciELO, PubMed e Google Acadêmico. A formulação da pergunta norteadora se baseou na estratégia PICOS e, após a aplicação dos critérios de inclusão e exclusão, 15 estudos foram selecionados para análise. Os resultados evidenciaram que a adoção do ERAS está associada à redução do tempo de internação hospitalar, à menor ocorrência de complicações pós-operatórias e à recuperação funcional mais rápida, com destaque para mobilização precoce e melhor aceitação alimentar. Conclui-se que o protocolo ERAS constitui uma estratégia eficaz para qualificar o cuidado perioperatório, contribuindo de forma relevante para a melhoria dos resultados clínicos e prognósticos.