Objetivo: avaliar o perfil das mulheres atendidas em consulta de enfermagem ginecológica no contexto da Atenção Primária à Saúde. Métodos: estudo transversal e analítico realizado por meio da análise de 135 prontuários de mulheres de 25 a 64 anos de idade que realizaram consulta de enfermagem ginecológica. Utilizou-se um instrumento validado para coleta de dados. Os dados foram analisados de forma descritiva e inferencial. Resultados: predominaram mulheres adultas, casadas, com baixa escolaridade, dedicadas ao trabalho doméstico e com renda considerada suficiente. Identificaram-se doenças crônicas, conflitos familiares, prática religiosa frequente, além de elevada adesão aos métodos contraceptivos, contrastando com a baixa utilização da dupla proteção e o conhecimento limitado acerca do exame preventivo do câncer do colo do útero. Observou-se considerável ausência de registros sobre violência familiar e sexual e elevado número de informações incompletas. Conclusão: o perfil encontrado evidencia vulnerabilidades sociais e de saúde que impactam o cuidado feminino e reforçam a necessidade de estratégias educativas, acolhimento sensível e abordagem integral. Contribuições para a prática: o estudo subsidia melhorias nos processos assistenciais, qualifica o uso de instrumentos padronizados e fortalece a atuação do enfermeiro na promoção do cuidado integral, equitativo e centrado nas necessidades reais das mulheres.
Objective: to evaluate the profile of women attended in gynaecological nursing consultations within the context of primary health care. Methods: this cross-sectional, analytical study conducted through the analysis of 135 medical records of women aged 25-64 years who underwent gynaecological nursing consultations. A validated instrument was used for data collection. Data were analysed using descriptive and inferential approaches. Results: adult, married women with low educational levels predominated, mostly engaged in domestic work and with income considered sufficient. Chronic diseases, family conflicts, frequent religious practice, and high adherence to contraceptive methods were identified, contrasting with low use of dual protection and limited knowledge about cervical cancer screening. Considerable gaps in the records of family and sexual violence, as well as a high proportion of incomplete data, were observed. Conclusion: the identified profile reveals social and health vulnerabilities that impact women’s care and highlights the need for educational strategies, sensitive care, and a comprehensive approach. Contributions to practice: the study supports improvements in care processes, enhances the use of standardised instruments, and strengthens the role of nurses in promoting comprehensive, equitable, women-centred care based on their real needs.