POLÍTICAS EDUCACIONAIS SOB A PERSPECTIVA DA DIFERENÇA: A POTÊNCIA QUEERDAS ESCOLAS NO CONTEXTO DA PRÁTICA

Colloquium Humanarum

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ISSN: 18098207
Editor Chefe: RICARDO ELEUTÉRIO DOS ANJOS
Início Publicação: 30/11/2003
Periodicidade: Trimestral
Área de Estudo: Educação

POLÍTICAS EDUCACIONAIS SOB A PERSPECTIVA DA DIFERENÇA: A POTÊNCIA QUEERDAS ESCOLAS NO CONTEXTO DA PRÁTICA

Ano: 2020 | Volume: 17 | Número: 1
Autores: Jeinni Kelly Pereira Puziol, Ana CristinaTeodoro da Silva
Autor Correspondente: Jeinni Kelly Pereira Puziol | [email protected]

Palavras-chave: Margem; Fronteira; Potência de vida

Resumos Cadastrados

Resumo Português:

A proposta deste ensaio teóricoé discutir a potência queerno contexto da prática das escolas a partir das políticas educacionais realizadas sob a perspectiva da diferença e não da diversidade. Pensar as políticas educacionais sob a concepção da diferença possibilita transformações na relação com outro e consigo mesmo, de modo a enfrentar os conflitos sociais, econômicos,culturaisehistóricos,sustentados nosprivilégiosdegênero, cor, etnia, orientação sexual e classe. A perspectiva da diversidadeépautada na ideia de tolerância e do contorno aos conflitos históricos, colorindo a realidade sem questionar a causa das desigualdades. No contexto da prática das escolas, mesmo diante do discurso hegemônico da diversidade, é possível realizar as políticas educacionaissob a perspectiva da diferença, como por exemplo, a obrigatoriedade do ensino de História e Cultura Afro-Brasileira (2003) no ensino fundamental e médioeo Programa Brasil Sem Homofobia (2004),pois mesmo sendo um lugar fundamental da normatização da vida, a escola é também espaço potente,faz parte das margens que levam a repensar a educação incorporando grupos e experiências historicamente subalternizadas, com isso desfazendo fronteiras. O artigo faz dialogar a filosofia da diferença de Deleuze(1996)com a perspectiva queerdas discussões sobre gênero e sexualidade de Butler (2015), Scott (2005) e Miskolci (2012), procurando constituir territórios teóricos subversivos.



Resumo Inglês:

The purpose of this theoretical essay is to discuss queer power in the context of school practice based on educational policies carried out from the perspective of difference and not diversity. Thinkingabout educational policies under the conception of difference enables transformations in the relationship with others and with oneself, in order to face social, economic, cultural and historical conflicts, based on the privileges of gender, color, ethnicity, sexual orientation and class. The perspective of diversity is based on the idea of tolerance and the contour of historical conflicts, coloring reality without questioning the cause of inequalities. In the context of school practice, even in the face of hegemonic diversity discourse, it is possible to carry out educational policies from the perspective of difference, such as, for example, the obligation to teach Afro-Brazilian History and Culture (2003) in elementary and high school and the Brasil Sem Homofobia Program (2004), because even though it is a fundamental place in the standardization of life, the school is also a powerful space, it is part of the margins that lead to rethinking education, incorporating historically subordinated groups and experiences, thereby breaking down borders. The article dialogues Deleuze's (1996) philosophy of difference with the queer perspective of the discussions on gender and sexuality by Butler (2015), Scott (2005) and Miskolci (2012), seeking to constitute subversive theoretical territories.