O presente artigo tem como objetivo analisar a relação do poder disciplinar e o dispositivo de sexualidade na terceira temporada de Sex Education (2021) com os possíveis paralelos com o contexto nacional de educação brasileiro. O trabalho perpassa pela noção foucaultiana de poder, e como ele pode resultar em um poder disciplinar dentro do espaço escolar a partir do desenrolar da trama da série, compreendendo a prática discursiva do dispositivo de sexualidade na produção de corpos ditos normais e anormais. Dessa forma, Sex Education fornece subsídios para um olhar crítico sobre acontecimentos no contexto nacional brasileiro de educação, sobretudo a propagação de falácias como ideologia de gênero e a censura das temáticas sexualidade e gênero da Base Nacional Curricular Comum (BNCC).