Este artigo discute o planejamento educacional na Educação Infantil, articulando fundamentos clássicos do currículo (Tyler, Taba, Sacristán, Libâneo, Veiga, Gadotti) com perspectivas contemporâneas voltadas à infância (Oliveira-Formosinho, Dahlberg, Moss, Barbosa; Kishimoto), ao enfoque por direitos de aprendizagem e campos de experiências da BNCC e às exigências de uma avaliação formativa coerente com o brincar, as interações e a escuta das crianças. Trata-se de estudo teórico com revisão narrativa integrativa (2019–2026), preservando autores fundantes e dialogando com marcos normativos brasileiros (LDB, DCNEI, BNCC) e com debates atuais sobre equidade, inclusão, cultura de dados e uso ético-crítico de tecnologias digitais e IA generativa. O objetivo é compreender como diferentes matrizes de planejamento (sistêmico, institucional e cotidiano pedagógico) podem sustentar uma pedagogia da infância que valorize a participação infantil, a brincadeira e as múltiplas linguagens, evitando a escolarização precoce e o tecnicismo. A análise indica que a racionalidade técnica, embora contribua para a coerência interna (clareza de finalidades, conteúdos e avaliação), torna-se insuficiente se desconsidera a centralidade das experiências, das culturas infantis e do ambiente como “terceiro educador”. A racionalidade crítica convoca a gestão democrática, a ética do cuidado, a documentação pedagógica e o trabalho docente como práxis reflexivas. Conclui-se que o planejamento na Educação Infantil requer uma racionalidade prática que combine critérios de qualidade, deliberação coletiva e escuta sensível, alinhada às diretrizes legais e à BNCC, com avaliação formativa não classificatória ecompromisso com inclusão e justiça curricular.