O presente artigo analisa as bases epistemológicas das teorias pedagógicas e seus posicionamentos frente ao fenômeno da marginalidade, tomando como referência central a obra Escola e Democracia, de Saviani (2008). A pesquisa revisita esse marco teórico, articulando-o às contribuições de autores como Luckesi (2007), Gadotti (2000) e Santos (2012), para investigar as teorias pedagógicas na educação brasileira. O objetivo central é compreender como essas diferentes teorias interpretam a função da educação frente ao fenômeno da marginalidade e demonstrar como a Pedagogia Histórico-Crítica (PHC) pretende superá-las, indo além do otimismo ingênuo das teorias não-críticas e do pessimismo paralisante das teorias crítico-reprodutivistas. A partir de uma abordagem de base marxista, o estudo compreende o marginalizado não como um fenômeno acidental, mas como resultado da sociabilidade do capital. Conclui-se que a PHC se apresenta como uma proposta de resistência e transformação, que reabilita o debate sobre a apropriação do conhecimento produzido pela humanidade ao reconhecer a escola como instância social que pode contribuir para a superação da desumanização dos sujeitos históricos