O atendimento pré-hospitalar em casos de parada cardiorrespiratória representa um dos maiores desafios na assistência às urgências médicas, especialmente em regiões com infraestrutura limitada. Este artigo apresenta uma análise sobre os desafios e as perspectivas do atendimento pré-hospitalar (APH) em casos de parada cardiorrespiratória (PCR) durante o transporte, em atenção a municípios do interior de Mato Grosso do Sul, onde a ausência de unidades de suporte avançado de vida (SAV) amplia a responsabilidade das equipes de suporte básico de vida (SBV). A metodologia utilizada fundamentou-se em pesquisa bibliográfica e na análise de informações extraídas de publicações científicas e sociais, permitindo compreender as lacunas normativas e operacionais que afetam a eficácia das intervenções. Constatou-se que a inexistência de protocolos específicos para a realização de ressuscitação cardiopulmonar (RCP) em deslocamento compromete a qualidade da assistência e aumenta o risco de mortalidade. A pesquisa concluiu que a implementação de um Procedimento Operacional Padrão (POP) adaptado à realidade logística do Estado representa medida estratégica para qualificar a resposta emergencial, padronizar condutas e garantir a continuidade das manobras durante o transporte. As contribuições práticas desta proposta abrangem a elevação da segurança das vítimas e dos socorristas, a integração dos serviços de emergência com a rede hospitalar e o fortalecimento da capacidade operacional do Corpo de Bombeiros Militar de Mato Grosso do Sul (CBMMS), beneficiando diretamente a sociedade sul-mato-grossense.