Padrões de consumo e formação de reservas ao longo do curso da vida como determinantes da qualidade de vida na velhice

Revista OWL (OWL Journal)

Endereço:
Campina Grande - PB
Campina Grande / PB
Site: https://www.revistaowl.com.br/
Telefone: (83) 8194-2767
ISSN: 2965-2634
Editor Chefe: Avaetê de Lunetta e Rodrigues Guerra
Início Publicação: 03/04/2023
Periodicidade: Trimestral
Área de Estudo: Multidisciplinar

Padrões de consumo e formação de reservas ao longo do curso da vida como determinantes da qualidade de vida na velhice

Ano: 2026 | Volume: 4 | Número: 7
Autores: Edson dos Santos Moraes, Jonatas Andrade Pinheiro, Marta Ferreira Bastos
Autor Correspondente: Edson dos Santos Moraes | [email protected]

Palavras-chave: envelhecimento, qualidade de vida, consumo, poupança, educação financeira, pessoas idosas

Resumos Cadastrados

Resumo Português:

Envelhecer com dignidade não é apenas uma questão biológica, mas o resultado de escolhas e condicionamentos financeiros que se acumulam ao longo de décadas. Esta revisão integrativa estudou os efeitos dos padrões de consumo e da formação de reservas financeiras sobre o bem-estar na velhice, a partir da análise de 13 estudos publicados entre 2015 e 2026. Os achados revelam um paradoxo inquietante: embora a maioria das pessoas reconheça a importância de poupar para a aposentadoria, mais da metade da população brasileira situa-se nos níveis mais baixos de preparação financeira para a inatividade profissional, e três em cada quatro indivíduos jamais calcularam quanto precisariam acumular para manter seu padrão de vida. Esse déficit não se explica apenas pela escassez de renda. Vieses comportamentais como a procrastinação e a ancoragem cognitiva, aliados a desigualdades estruturais de gênero, raça e classe social, revelam que o problema é tão sociológico quanto econômico. A análise evidencia ainda que o crédito consignado, frequentemente apresentado como solução, pode operar como mecanismo de aprofundamento da vulnerabilidade de idosos de baixa renda, configurando formas sistemáticas de violência financeira. Em contrapartida, a educação financeira, o suporte familiar e o engajamento produtivo na maturidade emergem como fatores protetores de grande importância. Conclui-se que o bem-estar na longevidade não se constrói apenas com poupança individual. Exige educação financeira desde a infância, planejamento, regulação efetiva do mercado de crédito e políticas públicas sensíveis às assimetrias que tornam o envelhecimento digno um privilégio de poucos.