Personagem criada em 1962, a bruxa Sabrina foi representada em diversas versões em histórias em quadrinhos, animações, séries e filmes. Em 2018, no contexto de emergência do movimento #MeToo, o seriado O Mundo Sombrio de Sabrina, lançado pela Netflix, trouxe uma narrativa que abordou temáticas feministas, ainda que limitada pelas contradições próprias das indústrias culturais. Por isso, a série passou a ser objeto de estudo em diversos campos. Este artigo efetua uma revisão bibliográfica das produções acadêmicas no campo da Comunicação sobre a série, contribuindo para a sistematização dos resultados. Concluiu-se que, em termos gerais, as pesquisas partem do estudo dos estereótipos negativos associados à figura da bruxa na história para discutir a opressão patriarcal por meio da perspectiva feminista, situando a série no contexto contemporâneo e identificando as problemáticas históricas presentes na luta por autonomia da protagonista na ficção, ainda que isto não a isente de reproduzir estereótipos racistas.