O LACAN DE ALAIN BADIOU E A ANTIFILOSOFIA DO DESEJO

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ISSN: 2965-2634
Editor Chefe: Avaetê de Lunetta e Rodrigues Guerra
Início Publicação: 03/04/2023
Periodicidade: Trimestral
Área de Estudo: Multidisciplinar

O LACAN DE ALAIN BADIOU E A ANTIFILOSOFIA DO DESEJO

Ano: 2025 | Volume: 3 | Número: 2
Autores: Fábio Liborio Rocha, Eli Siqueira Alves,
Autor Correspondente: Fábio Liborio Rocha | [email protected]

Palavras-chave: Filosofia da Psicanálise, Lacan, Badiou, Desejo, Filosofia, Antifilosofia

Resumos Cadastrados

Resumo Português:

Nossa investigação teórica analisa um Lacan criticado pelo filósofo Alain Badiou, como um antifilósofo, mediando o desejo do sujeito como o desejo do outro. Segundo Badiou o Lacan da antifilosofia começa quando o sujeito supera o antiédipo. Logo, o sujeito de Lacan é incondicionado, promotor do impulso subjetivo que invisivelmente escapou de uma ordem sensória inteira de metas, freudiana. Todavia o desejo no sujeito é único e se emancipou como sujeito narcísico, sujeito como tal. Este o é, em sua própria lei, em sua ausência de lei. Badiou propõe Lacan em sentido ontológico a tarefa antifilosófica de romper com o domínio freudiano da palavra sobre a mente humana ao investigar os enganos linguísticos do sujeito. Ocorre então uma diferenciação entre o desejo de Lacan e o desejo de Freud que aquele assumiu como sujeito de linguagem a partir de seus conceitos de inconsciente. Em Lacan, o desejo do outro pode também ser crível e sabê-lo por mim. Assim, o desejo do homem, é o desejo do Outro. Com efeito, o amor, será o amor do Outro em eterno devir porque segundo Lacan o amor sempre faz signos recíprocos. Para designar esse deslocamento do conhecimento do desejo para Freud, Lacan cunhou a linguagem do nome do pai inconsciente, a porta de entrada de sua antifilosofia.