Este trabalho tem como objetivo analisar o impacto dos fatores psicossociais no atraso da linguagem infantil, com ênfase na atuação do psicólogo escolar como mediador entre a criança, a escola e a família. A motivação para a escolha do tema surgiu a partir de uma experiência pessoal, sou mãe de uma criança com atraso na fala, o que impulsionou a busca por uma compreensão mais profunda dos elementos emocionais, sociais e ambientais que interferem nesse processo. Para tanto, foi realizada uma revisão integrativa da literatura científica, abrangendo publicações entre os anos de 2019 e 2025, com base em bases de dados como SciELO, PePSIC, LILACS e CAPES Periódicos. Os resultados evidenciam que fatores como negligência afetiva, baixa escolaridade dos responsáveis, violência doméstica, pobreza e ausência de estímulos verbais consistentes são determinantes no desenvolvimento linguístico da criança, especialmente em contextos de vulnerabilidade social. Nesse cenário, o psicólogo escolar assume um papel essencial na identificação precoce, no acolhimento e na construção de estratégias preventivas e educativas em parceria com a equipe pedagógica. O estudo conclui que o atraso da linguagem deve ser compreendido como um fenômeno multifatorial e que o fortalecimento da atuação interdisciplinar nas escolas é indispensável para garantir o direito das crianças à comunicação, ao desenvolvimento e à inclusão.