O presente artigo analisa as tendências teóricas e analíticas presentes nas produções científicas sobre o ensino médio integrado à educação profissional no Brasil, no contexto posterior à Reforma do Ensino Médio instituída pela Lei n. 13.415/2017. Parte-se da compreensão de que o ensino médio integrado constitui um campo de disputas em torno da formação humana, do trabalho e das finalidades da educação escolar na sociedade capitalista. Metodologicamente, a pesquisa caracteriza-se como um estado da questão, fundamentado nos pressupostos do Materialismo Histórico-Dialético, realizado a partir de levantamento bibliográfico nas bases Biblioteca Digital Brasileira de Teses e Dissertações (BDTD), Scientific Electronic Library Online (SciELO) e Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (CAPES), considerando produções publicadas entre 2017 e 2022, período correspondente aos primeiros desdobramentos da reforma no campo educacional brasileiro. Os critérios de inclusão privilegiaram estudos voltados ao ensino médio integrado, à educação profissional e às repercussões da Reforma do Ensino Médio. As análises evidenciam que as produções científicas convergem na crítica à flexibilização curricular, ao aprofundamento do dualismo educacional e à adequação da formação escolar às demandas do mercado de trabalho. Além disso, os estudos apontam que a reforma intensifica processos de fragmentação da formação básica, fortalecendo perspectivas utilitaristas e pragmáticas da educação. Conclui-se que o ensino médio integrado permanece como espaço de tensão entre projetos formativos distintos, revelando disputas entre a defesa de uma formação integral e as exigências da acumulação flexível no capitalismo contemporâneo.