O dragão e a águia: trans-formações na distribuição relativa do poder militar sino-americano (2007-2019)

Revista da Escola de Guerra Naval

Endereço:
Av. Pasteur, 480 - Urca
Rio de Janeiro / RJ
00000022290-2550000
Site: https://www.portaldeperiodicos.marinha.mil.br/index.php/revistadaegn
Telefone: (21) 2546-9394
ISSN: 1809-3191
Editor Chefe: Walter Maurício Costa de Miranda
Início Publicação: 30/09/1968
Periodicidade: Quadrimestral
Área de Estudo: Multidisciplinar

O dragão e a águia: trans-formações na distribuição relativa do poder militar sino-americano (2007-2019)

Ano: 2024 | Volume: 30 | Número: 2
Autores: Bruno Hendler, Gabriela Tamiris Rosa Corrêa
Autor Correspondente: Bruno Hendler | [email protected]

Palavras-chave: sino-americana, EUA, China

Resumos Cadastrados

Resumo Português:

A ascensão da China marca uma mudança significativa no equilíbrio de poder global, tornando o ambiente internacional mais desafiador para os Estados Unidos (EUA). O poder das duas potências está em evolução contínua, tanto em termos absolutos quanto relativos. Apesar do surgimento de novas dinâmicas e ferramentas de influência nas relações internacionais, o poder militar permanece uma base fundamental para a sobrevivência e a projeção estatal. Isto posto, este artigo analisa as mudanças na distribuição relativa de poder militar entre os EUA e a China em dois períodos – 2007-2009 (T1) e 2017-2019 (T2) – utilizando uma metodologia mista que combina análise qualitativa e cálculos de média aritmética baseados em indicadores proxy. De forma geral, os resultados mostram que, em T1, o poder militar relativo dos EUA superava o da China em mais de três vezes. Já em T2, embora os EUA tenham mantido sua posição de destaque sem declínios absolutos significativos, a China demonstrou avanços expressivos, reduzindo a diferença para um poder militar relativo mais de duas vezes inferior ao dos EUA. Apesar desse progresso, a vantagem militar norte-americana permanece substancial, indicando que, embora a lacuna tenha diminuído, o equilíbrio de poder militar ainda favorece os EUA.