As negociações do Brasil com a Agência Internacional de Energia Atômica para elaboração de salvaguardas para o desenvolvimento do submarino convencionalmente armado de propulsão nuclear provocarão, segundo vários analistas, um precedente que fará proliferar Estados não nuclearmente armados conduzindo tais programas, iniciativas a que os Estados Nuclearmente Armados têm feito oposição, alegando o risco da fabricação sub-reptícia de armas nucleares. Destarte, aquela possível proliferação motivou esta pesquisa, cujo objetivo foi analisar os Estados pretendentes àqueles meios navais, enfocando sua motivação estratégica, seu contexto político, sua possível compatibilização com o Regime de Não Proliferação de Armas Nucleares e as possibilidades presumidas de emprego da prática brasileira que resultará das negociações em curso. A análise constatou que os óbices decorrentes do alto custo, da complexidade técnica, da falta de vontade ou definição política interna (Japão, Argentina e Canadá) e pressões internacionais devidas a compromissos assumidos (Coreia do Sul e Irã) levam à conclusão de que o número de pretendentes pode aumentar, mas não caracterizando uma proliferação, e apenas Brasil e Austrália podem conduzir tais programas a médio prazo, sendo que o Brasil não é tolhido por compromissos assumidos, porque legitimou seu programa em todos os que assinou, desde o início.
Brazil’s negotiations with the International Atomic Energy Agency to draw up safeguards for the development of a conventionally armed nuclear-powered submarine will, according to several analysts, set a precedent that will lead to a proliferation of non-nuclear-weapon states conducting such programmes, initiatives that the nuclear-weapon states have opposed on the grounds of the risk of surreptitious manufacture of nuclear weapons. Therefore, this possible proliferation motivated this research, the aim of which was to analyse the states seeking these naval means, focusing on their strategic motivation, their political context, their possible compatibility with the Nuclear Non-Proliferation Regime and the presumed possibilities for the use of Brazilian practice that will result from the ongoing negotiations. The analysis found that the obstacles arising from the high cost, technical complexity, lack of will or internal political definition (Japan, Argentina and Canada) and international pressures due to commitments made (South Korea and Iran) lead to the conclusion that the number of suitors may increase, but not characterising proliferation, and only Brazil and Australia can conduct such programmes in the medium term, with Brazil not being hampered by commitments made, because it has legitimised its programme in all those it has signed, from the outset.
Las negociaciones de Brasil con la Agencia Internacional de Energía Atómica (AIEA) para la elaboración de salvaguardias para el desarrollo del submarino convencionalmente armado de propulsión nuclear provocarán, según varios analistas, un precedente que hará proliferar a Estados no nuclearmente armados llevando a cabo tales programas, iniciativas a las que los Estados nuclearmente armados se han opuesto, alegando el riesgo de fabricación clandestina de armas nucleares. Por lo tanto, esa posible proliferación motivó esta investigación, cuyo objetivo fue analizar a los Estados aspirantes a esos medios navales, enfocándose en su motivación estratégica, su contexto político, su posible compatibilidad con el Régimen de No Proliferación de Armas Nucleares y las posibilidades presumidas de empleo de la práctica brasileña que resultará de las negociaciones en curso. El análisis constató que los obstáculos derivados del alto costo, la complejidad técnica, la falta de voluntad o definición política interna (Japón, Argentina y Canadá) y presiones internacionales debido a compromisos asumidos (Corea del Sur e Irán) llevan a la conclusión de que el número de aspirantes puede aumentar, pero no caracterizando una proliferación, y solo Brasil y Australia pueden llevar a cabo tales programas a mediano plazo, siendo que Brasil no está limitado por compromisos asumidos, porque legitimó su programa en todos los que firmó, desde el inicio.