Este artigo examina o surgimento de novas juventudes conservadoras no Peru contemporâneo, situando-as em continuidade e contraste com tradições anteriores de mobilização juvenil associada à esquerda, ao protesto social e à radicalização política. A partir de um estudo qualitativo de caráter exploratório, analisam-se coletivos universitários que, por meio do uso intensivo de redes sociais, formatos digitais e programas de formação política, articularam-se a projetos partidários da direita conservadora. O argumento central é que essa politização não constitui um fenômeno espontâneo nem meramente reativo, mas um processo deliberado de organização que funciona como ponte entre o movimento social e a política institucional. O caso peruano confirma a relevância das emoções, repertórios culturais e dispositivos comunicacionais na construção de comunidades políticas juvenis, mas introduz uma novidade: a consolidação de uma juventude conservadora organizada que busca disputar a hegemonia cultural e projetar lideranças para a arena institucional, com implicações significativas para a democracia.
This article examines the emergence of new conservative youth in contemporary Peru, situating them in continuity and contrast with previous traditions of youth mobilization linked to the left, social protest, and political radicalization. Drawing on an exploratory qualitative study, it analyzes university-based collectives that, through intensive use of social media, digital formats, and political training programs, have articulated themselves with conservative right-wing party projects. The central argument is that this politicization is not a spontaneous or merely reactive phenomenon but a deliberate process of organization that acts as a hinge between social movements and institutional politics. The Peruvian case confirms the relevance of emotions, cultural repertoires, and communicational devices in building youth political communities but introduces a novelty: the consolidation of an organized conservative youth seeking to dispute cultural hegemony and project leadership into institutional arenas, with significant implications for democracy.
Este artículo examina la emergencia de nuevas juventudes conservadoras en el Perú contemporáneo, situándolas en continuidad y contraste con tradiciones previas de movilización juvenil asociadas a la izquierda, la protesta social y la radicalización política. A partir de un estudio cualitativo de carácter exploratorio, se analizan colectivos universitarios que, mediante el uso intensivo de redes sociales, formatos digitales y programas de formación política, se han articulado con proyectos partidarios de derecha conservadora. El argumento central es que esta politización no constituye un fenómeno espontáneo ni meramente reactivo, sino un proceso deliberado de organización que funciona como bisagra entre el movimiento social y la política institucional. El caso peruano confirma la relevancia de emociones, repertorios culturales y dispositivos comunicacionales en la construcción de comunidad política juvenil, pero introduce una novedad: la consolidación de un conservadurismo juvenil organizado que busca disputar la hegemonía cultural y proyectar liderazgos hacia la arena institucional, con implicancias significativas para la democracia.