MORTE E MARGINALIDADE: DIÁLOGOS POÉTICOS ENTRE JOÃO CABRAL DE MELO NETO E ARMÉNIO VIEIRA

Revista OWL (OWL Journal)

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ISSN: 2965-2634
Editor Chefe: Avaetê de Lunetta e Rodrigues Guerra
Início Publicação: 03/04/2023
Periodicidade: Trimestral
Área de Estudo: Multidisciplinar

MORTE E MARGINALIDADE: DIÁLOGOS POÉTICOS ENTRE JOÃO CABRAL DE MELO NETO E ARMÉNIO VIEIRA

Ano: 2025 | Volume: 3 | Número: 2
Autores: Paula De Col Campanha
Autor Correspondente: Paula De Col Campanha | [email protected]

Palavras-chave: Poesia social, intertextualidade, João Cabral de Melo Neto, Arménio Vieira

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Resumo Português:

O presente trabalho tem como objetivo analisar a temática da morte nas obras Morte e Vida Severina, de João Cabral de Melo Neto, e Toti Cadabra, de Arménio Vieira. A investigação parte do pressuposto de que há um diálogo intertextual e temático entre os autores, refletindo tanto aproximações estéticas quanto sociais. Considerando a influência da literatura brasileira na produção literária cabo-verdiana, especialmente no tocante à recepção crítica de autores nordestinos, o estudo destaca o modo como a morte é representada como consequência de condições socioeconômicas precárias. Com base em análises textuais orientadas por Massaud Moisés (1972), o trabalho evidencia que, embora ambos os autores retratem a morte como fruto de uma vida severa e marginalizada, Cabral ainda aponta para uma possibilidade de resistência e esperança, enquanto Vieira apresenta a morte como fim inevitável. Conclui-se que a leitura cruzada dessas obras revela não apenas um intercâmbio literário entre Brasil e Cabo Verde, mas também uma crítica contundente às desigualdades sociais.