A intenção desse texto é propor reflexões que possam ajudar a ressignificar a posição social imposta aos meninos negros de marginalidade. Dentro das escolas, essas marginalizações acompanham os meninos negros que tem as suas identidades sempre desafiadas por estes estigmas de bagunceiros, desinteressados e incapazes ocasionando a descrença de professoras e professores em suas capacidades, possibilitando assim o fracasso escolar. O objetivo deste texto é denunciar e criticar estas abordagens sobre os meninos negros, mas também ressaltar a sua pluralidade como indivíduos múltiplos e heterogêneos entre si, rompendo assim com esta homogeneização que os subjuga como pequenos marginais ou então como incompetentes. Mostrando o cinema como forte artefato para se questionar representações históricas calcadas no racismo, propondo uma outra pedagogia para estas abordagens sobre os meninos negros.