Este artigo é parte de uma pesquisa de Mestrado que ramifica de metodologias colaborativas: em companhia de duas mulheres, do MST[1] e de uma comunidade quilombola, tecemos as ensinanças do PesquisarCom e ampliamos a teia, em direção a Colaboração e ao fazer Co-laborativo. Fizemos das posições dos nossos corpos uma bolsa-sacola, com a proposta de caminhar juntas pelas comunidades e catar comunicações cotidianas, estórias: nem como conflitos nem como harmonia, mas como processos contínuos. As narrativas comunicadas atravessam questões das Terras, gênero, raça e classe no sertão de Alagoas. Também apostamos que a composição Terras-Casa-Alimento, comunicam de entrelaçamentos e interferências humanas, mas tem a potência de descentrar a ideia de excepcionalidade da memória ao humano. Sugerimos que as estórias compartilhadas faíscam possibilidades outras além do engodo da história hegemônica.