Masculinidades Negras no Livro Didático de Língua Portuguesa

Cadernos de Gênero e Diversidade

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ISSN: 25256904
Editor Chefe: Felipe Bruno Martins Fernandes
Início Publicação: 31/12/2015
Periodicidade: Trimestral
Área de Estudo: Ciências Humanas, Área de Estudo: Antropologia, Área de Estudo: Sociologia, Área de Estudo: Multidisciplinar, Área de Estudo: Multidisciplinar

Masculinidades Negras no Livro Didático de Língua Portuguesa

Ano: 2019 | Volume: 5 | Número: 2
Autores: F. A. Oliveira
Autor Correspondente: F. A. Oliveira | [email protected]

Palavras-chave: Masculinidades negras, Livro didático, Discurso.

Resumos Cadastrados

Resumo Português:

Neste trabalho, analisamos o discurso sobre as masculinidades negras no livro didático de língua portuguesa do ensino fundamental no Brasil. Para isso, utilizamos a teoria da análise do discurso pecheutiana. Os livros selecionados para análise são dois: um  do 5º e outro do 9º ano que estão entre os mais solicitados pelos professores da rede pública e comprados pelo Programa Nacional do Livro Didático (PNLD) em suas duas últimas edições. Como o livro didático é um importante instrumento para a educação escolar formal de crianças e adolescentes, considerando a sua utilização e o seu predomínio nesse processo de escolarização, bem como o seu potencial em “transmissão” de ideologia, entendemos que é de suma importância a sua análise em vários aspectos. No caso do livro didático de português, há uma especificidade: ele “veicula” ideologias muito diversas, que, inclusive, podem ser conflitantes, se considerarmos o fato de que é um instrumento que traz textos de todos os tipos, de todos os gêneros, de diversas áreas e de diversas épocas. No que diz respeito às masculinidades negras, a questão essencial que se coloca é se há representação dessas subjetividades e, caso haja, como ela é construída e quais sentidos “veiculam”. Consideramos essencial avaliar como o livro didático de português trata a questão das masculinidades negras, se ele reproduz ou questiona sentidos considerados tóxicos do masculino; se está aberto para uma diversidade  das masculinidades, considerando possibilidades múltiplas de sexualidade, gênero e classe, por exemplo; e se reproduz, silencia ou traz à reflexão questões ligadas ao racismo.