Nossa proposta neste artigo intenciona explicar a fenomenologia da perda do objeto como sintoma, devendo não ser interpretado em princípio como ordem patológica, pois é um deslocamento de seu significante. O sintoma em Lacan atende como suporte metodológico fenomenológico de nossa tese acerca do colapso da autoestima onde a análise ontológica de Heidegger e seu diagnóstico do Ser. A rigor, observamos como uma manifestação do vago e do vazio, ou seja, é um lugar cheio de significado no entendimento de Lacan, ao mesmo tempo que é uma localização do nada em Heidegger, como ausência do Outro, em ambas as teorias. O objeto perdido atua tanto no cliente quanto no terapeuta e então se instala uma crise existencial e epistemológica a um só tempo, pois a verdade na vida da pessoa é a causa de seu próprio sofrimento. O mundo do desejo não é exatamente o mundo do Ser, pois o Ego, é exatamente a ruptura com o Ser, pelo princípio de individuação. A psicanálise não é portanto, uma experiência apenas topológica, ou linguística, mas é a clínica da dor psíquica.