Este estudo tem por objetivo discutir as contribuições dos letramentos críticos para o ensino de línguas estrangeiras, destacando suas implicações pedagógicas e seu potencial para o desenvolvimento da consciência crítica dos aprendizes. Foi adotada como metodologia a revisão de literatura, em que se analisaram pesquisas publicadas que tem eu seu escopo discussão acerca da relação entre conceitos de linguagem, cultura e letramentos críticos, averiguando como esses elementos podem ser integrados às práticas de ensino de línguas estrangeiras de maneira significativa e emancipadora. É possível observar que os resultados apontam que a incorporação de práticas pedagógicas com base nos letramentos críticos pode ser uma ferramenta para enriquecer o processo de aprendizagem dos estudantes. Observa-se que o ensino de línguas com enfoque crítico incorpora valores de inclusão, diversidade e consciência social (Baptista, 2010; Jordão, 2015) e que os alunos são estimulados a refletir sobre contextos sociais, desigualdades e práticas culturais por meio da língua estrangeira. Contudo, foram identificados desafios como: muitos professores ainda não terem formação específica em letramentos críticos, dificultando a aplicação de práticas reflexivas, analíticas e sociais na sala de aula, e o fato de que transformar o ensino tradicional de línguas, centrado em gramática e vocabulário, em um ensino crítico, reflexivo e participativo, ainda encontra resistência em algumas instituições escolares e sistemas educacionais. As considerações finais destacam a relevância em explorando essa integração de uma perspectiva crítica, logo indica-se a importância na realização de novas pesquisas focadas na avaliação de longo prazo dessas práticas pedagógicas e que discutam a capacitação docente para desenvolver práticas de letramentos críticos, incluindo novas formas de engajamento crítico em diversos ambientes, multimodalidade e mediação social.