O artigo investiga como os discursos sobre Cultura Digital e Inteligência Artificial (IA) vêm sendo mobilizados em políticas curriculares de Abya Yala. O objetivo é examinar criticamente documentos de OEI; ProFuturo (2023; 2025), a partir de uma pesquisa documental que utiliza da Análise de Conteúdo (Bardin, 2011) como técnica de análise. Os fundamentos teóricos baseiam-se na interface entre Colonialidade Digital, conforme Kwet (2019) e Mello (2022); Política Curricular a partir de Ball (1994) e Cultura Digital segundo Ferreira (2020) e Santaella (2003), aplicada ao âmbito educacional. Conclui-se que, embora os relatórios defendam a IA como ferramenta de inovação e inclusão, eles reforçam a dependência tecnológica e a centralidade de corporações privadas internacionais na definição curricular, evidenciando riscos de aprofundamento das desigualdades. Nota-se a urgência de políticas curriculares críticas e decoloniais, capazes de assegurar autonomia pedagógica e justiça social na região.
This article investigates how discourses on Digital Culture and Artificial Intelligence (AI) have been mobilized in curriculum policies in Abya Yala. The objective is to critically examine documents by OEI; ProFuturo (2023; 2025), based on documentary research that employs Content Analysis (Bardin, 2011) as an analytical technique. The theoretical foundations are based on interface between Digital Coloniality, as proposed by Kwet (2019) and Mello (2022); Curriculum Policy according to Ball (1994); and Digital Culture as discussed by Ferreira (2020) and Santaella (2003), applied to the educational field. It’s concluded that, although such reports advocate AI as a tool for innovation and inclusion, they reinforce technological dependence and the centrality of international private corporations in curriculum design, highlighting the risks of deepening inequalities. It’s noted the urgency of critical and decolonial curriculum policies capable of ensuring pedagogical autonomy and social justice in the region.
El artículo investiga cómo se han movilizado los discursos sobre la Cultura Digital y la inteligencia artificial (IA) en las políticas curriculares de Abya Yala. El objetivo es examinar críticamente documentos de la OEI; ProFuturo (2023; 2025), a partir de una investigación documental que utiliza el Análisis de Contenido (Bardin, 2011) como técnica de análisis. Los fundamentos teóricos se basan en la interfaz entre Colonialidad Digital, según Kwet (2019) y Mello (2022); Política curricular a partir de Ball (1994) y Cultura digital según Ferreira (2020) y Santaella (2003), aplicada al ámbito educativo. Se concluye que, aunque dichos informes defienden la IA como herramienta de innovación e inclusión, refuerzan la dependencia tecnológica y la centralidad de las corporaciones privadas internacionales en la definición curricular, destacando los riesgos de profundizar las desigualdades. Se notas la urgencia de políticas curriculares críticas y descoloniales, capaces de garantizar la autonomía pedagógica y la justicia social en la región.