AS IMPLICAÇÕES DO CORPO NA NARRATIVA DE CLARICE LISPECTOR

Revista Nupem

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ISSN: 21757429
Editor Chefe: Frank Antonio Mezzomo
Início Publicação: 31/07/2009
Periodicidade: Semestral

AS IMPLICAÇÕES DO CORPO NA NARRATIVA DE CLARICE LISPECTOR

Ano: 2013 | Volume: 5 | Número: 8
Autores: Diego Luiz Miiller Fascina, Wilma dos Santos Coqueiro
Autor Correspondente: Frank Mezzomo | [email protected]

Palavras-chave: Clarice Lispector, crítica feminista, dominação masculina, gênero.

Resumos Cadastrados

Resumo Português:

O presente trabalho se propõe a analisar os contos “Miss Algrave” e “Mas vai chover”, pertencentes à coletânea “A via crucis do corpo”, de Clarice Lispector, pelo viés da Crítica Feminista e da Psicanálise Freudiana. Tal obra, lançada originalmente em1974, tem como personagem principal o corpo e suas necessidades diretas e brutais. Dessa forma, os estudos de Bourdieu (2005) e Freud (2010), serão utilizados como aporte teórico para elucidar a dominação masculina em relação ao corpo feminino e
ainda as contribuições de Wilma Arêas (2005), teórica que lançou uma nova luz a essa obra tão mal recebida, afirmando que Lispector estava ciente de sua proposta de escrita libertária, apontando o cotidiano dos seres, em sua mais primitiva condição humana e focalizando, especialmente, a figura da mulher exposta a um enfrentamento de suas próprias carências e traumas.



Resumo Inglês:

This paper aims to analyze the short stories “Miss Algrave” and “Mas vai chover”, from the collection “A via crucis do corpo”, by Clarice Lispector, through the Feminist Criticism and Freudian psychoanalysis. That work, originally released in 1974, has as its main character the body and its direct and brutal needs. Thus, Bourdieu’s(2005) and Freud’s (2010) studies will be used as theoretical approach to elucidate male dominance over the female body. We also Wilma Arêas’s (2005) contributions that shed
a new light upon that work which was so poorly received, stating that the writer was aware of her libertarian writing proposal, pointing the daily lives of beings in their most primitive human condition, especially focusing on the figure of women exposed to a confrontation of their own needs and traumas.