O presente estudo decorre de pesquisa desenvolvida no Mestrado em Educação Profissional e Tecnológica cujo escopo incide em analisar relações de trabalho e gênero no Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia Sul-rio-grandense Campus Camaquã, RS. Adotou-se como procedimento metodológico entrevistas semiestruturadas com dez servidoras e foram realizadas no ano de 2022. Tal empreendimento ancora-se nas interlocuções dos estudos sobre gênero, em articulação com os estudos no campo da Educação Profissional e Tecnológica, permitindo problematizar o espaço da Educação Profissional no Brasil que, desde a sua gênese, constitui-se como “lugar masculino”. Para qualificar este estudo, partimos de autoras como Scott e Saffioti e de interlocuções com produções científicas no plano teórico-empírico para aprofundar o tema. A pesquisa permitiu inferir que as relações desiguais de poder estão presentes nos espaços da educação profissional e tecnológica e materializam-se em forma de desigualdades e opressões de gênero vivenciadas pelas servidoras.