Feito de banzeiros e floresteios: educação em ciências imersiva na Amazônia

Ensino em Re-Vista

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ISSN: 1983-1730
Editor Chefe: Fabiana Fiorezi de Marco
Início Publicação: 04/09/2017
Periodicidade: Quadrimestral
Área de Estudo: Ciências Humanas, Área de Estudo: Educação, Área de Estudo: Multidisciplinar

Feito de banzeiros e floresteios: educação em ciências imersiva na Amazônia

Ano: 2026 | Volume: 33 | Número: Não se aplica
Autores: C. B. de Oliveira, S. M. Correia, H. D. Machado
Autor Correspondente: C. B. de Oliveira | [email protected]

Palavras-chave: Docência, Vida, Educação em Ciências

Resumos Cadastrados

Resumo Português:

Este artigo propõe uma Educação em Ciências ancorada no corpo-natureza, nos afetos e nos atravessamentos sensíveis da Floresta Amazônica. Inspirado por conceitos como transversalidade, devir, natureza naturante-naturada e pedagogia da escuta, o escrito parte de vivências com grupos de pesquisa e encontros-experimentações para defender uma docência que pulsa com a vida, em comunhão com humanos e mais-que-humanos. O banzeiro, como vida de movimento e transformação, guia uma escrita que é, também, reexistência, que foge do ensino tradicional e se engaja em uma estética e ética do sentir. Na floresta, entre sons, cheiros e toques, o docente se bioinstrumentaliza e se torna um corpo vibrátil, contaminado, híbrido, rizomático. Assim, emerge um “nós-floresta”, uma prática educativa que não ensina sobre a natureza, mas com ela, em uma constante criação de mundos possíveis, afetivos e interligados.



Resumo Inglês:

This article proposes a Science Education grounded in the body-nature, in affect, and in the sensitive entanglements of the Amazon Rainforest. Inspired by concepts such as transversality, becoming, natura naturans-naturata, and a pedagogy of listening, the text draws on experiences with research groups and experimental encounters to advocate for a teaching practice that pulses with life, in communion with humans and more-than-humans. The river waves –a life of movement and transformation –guide a form of writing that is also a form of re-existence, one that escapes traditional teaching and engages with an aesthetics and ethics of feeling. In the forest, among sounds, scents, and touches, the teacher bio-instrumentalizes and becomes a vibratile, contaminated, hybrid, and rhizomatic body. Thus, a “we-forest” emerges in an educational practice that does not teach about nature, but with it, in the constant creation of possible, affective, and interconnected worlds.



Resumo Espanhol:

Este artículo propone una Educación en Ciencias anclada en el cuerpo-naturaleza, en los afectos y en los atravesamientos sensibles de la Selva Amazónica. Inspirado en conceptos como transversalidad, devenir, naturaleza naturante-naturada y pedagogía de la escucha, el escrito parte de vivencias con grupos de investigación y de encuentros-experimentaciones para defender una docencia que pulsa con la vida, en comunión con humanos y más-que-humanos. El banzeiro, como vida en movimiento y transformación, guía una escritura que es también reexistencia, que escapa de la enseñanza tradicional y se compromete con una estética y una ética del sentir. En la selva, entre sonidos, aromas y texturas, el/la docente se bioinstrumentaliza y se convierte en un cuerpo vibrátil, contaminado, híbrido y rizomático. Así, emerge un “nosotros-selva”, una práctica educativa que no enseña sobre la naturaleza, sino con ella, en una constante creación de mundos posibles, afectivos e interconectados.