Os estudos sobre a saúde do trabalhador no contexto organizacional têm se intensificado nas últimas décadas, destacando-a como um fenômeno central para a compreensão da qualidade de vida, satisfação e desempenho funcional no trabalho. Nessa perspectiva, o artigo teve como objetivo verificar a influência e as diferenças do suporte organizacional na percepção da saúde geral de profissionais da área da justiça e de áreas afins. Participaram 110 trabalhadores, distribuídos igualmente entre os dois grupos (área da justiça e afins). Foram utilizados a Escala de Percepção de Suporte Organizacional, o Questionário de Saúde Geral e um questionário sociodemográfico. A coleta ocorreu por amostragem em bola de neve, e os dados foram analisados no SPSS 25.0, por meio de estatísticas descritivas, correlação de Pearson, teste t de Student e alfa de Cronbach. Os resultados indicaram adequada consistência interna dos instrumentos e revelaram correlação positiva entre suporte organizacional e saúde geral em ambas as amostras. Observou-se que profissionais de áreas afins apresentaram maiores escores médios em suporte organizacional e saúde geral. Contudo, diferenças específicas emergiram nas dimensões de depressão e disfunção social. Os achados reforçam o papel do suporte organizacional como recurso estratégico para a promoção da saúde no trabalho.