Este artigo aborda os desafios e especificidades da implementação da gestão democrática em escolas do campo no Brasil, considerando a ausência de uma gestão singular em muitas dessas instituições. A gestão democrática, consagrada na Constituição de 1988 e reforçada pela Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional (LDBEN) – Lei nº 9.394/1996, exige a participação ativa de todos os atores da comunidade escolar, um princípio que muitas vezes é comprometido pela realidade das escolas rurais, que enfrentam limitações geográficas, sociais, políticas e econômicas. Por meio de uma revisão bibliográfica, fundamentada nos métodos de Marconi e Lakatos (2003; 2017), o estudo explora como essas particularidades influenciam a gestão escolar no campo, propondo reflexões sobre mecanismos e alternativas para promover uma educação participativa e contextualizada. O estudo destaca que, apesar das dificuldades, a ausência de uma gestão centralizada não deve ser vista como um obstáculo intransponível, mas sim como uma oportunidade para o fortalecimento da construção coletiva e descentralizada de práticas educativas que atendam às necessidades das comunidades campesinas.