Há um viés cocriativo na interpretação: o signo cresce na interação com quem interpreta. Nos estudos de Umberto Eco, a liberdade interpretativa de quem lê alimenta a definição de leitor-modelo, um agente fruidor que coopera ativamente para completar as elipses da mensagem estética. Além de preencher criativamente as lacunas do texto, o leitor-modelo analisa a obra nas presentes condições sociais, culturais e históricas. Diante dos diálogos que Eco estabelece com Peirce, o artigo propõe evidenciar essa relação dentro do contexto das histórias em quadrinhos. Eco reconhece a importância dos estudos semióticos das obras de arte e apresenta uma análise triádica com base no código, texto e leitor. Objetivamos elencar aproximações entre os autores e aplicar esses conhecimentos à produção de uma história em quadrinhos, com enfoque no conceito peirceano de abdução. A estrutura dos quadrinhos resultantes guiará a construção de múltiplas hipóteses imaginativas.
There is a co-creative bias in interpretation: the sign grows in interaction with whoever interprets it. In Umberto Eco's studies, the interpretative freedom of the reader feeds the definition of a model reader, a fruitful agent who actively cooperates to complete the ellipses of the aesthetic message. In addition to creatively filling in the gaps in the text, the model reader analyzes the work in current social, cultural and historical conditions. Given the dialogues that Eco establishes with Peirce, the article proposes to highlight this relationship within the context of comics. Eco recognizes the importance of semiotic studies of works of art and presents a triadic analysis based on code, text and reader. We aim to list similarities between the authors and apply this knowledge to the production of a comics page, focusing on the Peircean concept of abduction. The structure of the resulting comics will guide the construction of multiple imaginative hypotheses.
Hay un sesgo cocreativo en la interpretación: el signo crece en interacción con quien lo interpreta. En los estudios de Umberto Eco, la libertad interpretativa del lector alimenta la definición de un lector modelo, un agente fructífero que coopera activamente para completar las elipses del mensaje estético. Además de llenar creativamente los vacíos del texto, el lector modelo analiza la obra en las condiciones sociales, culturales e históricas actuales. Dados los diálogos que Eco establece con Peirce, el artículo propone resaltar esta relación en el contexto del cómic. Eco reconoce la importancia de los estudios semióticos de las obras de arte y presenta un análisis triádico basado en código, texto y lector. Nuestro objetivo es enumerar similitudes entre los autores y aplicar este conocimiento a la producción de un cómic, centrándonos en el concepto peirceano de abducción. La estructura de los cómics resultantes guiará la construcción de múltiples hipótesis imaginativas.