Desenvolvimento humano e bem-estar no meio rural como superação da vulnerabilidade: o caso de Arroio do Tigre/RS

Colóquio

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ISSN: 1678-9059
Editor Chefe: Jorge L. Amaral de Moraes e Soraya Tanure
Início Publicação: 31/12/2001
Periodicidade: Semestral
Área de Estudo: Multidisciplinar

Desenvolvimento humano e bem-estar no meio rural como superação da vulnerabilidade: o caso de Arroio do Tigre/RS

Ano: 2014 | Volume: 11 | Número: 2
Autores: T. D. Freitas, A. G. Rambo, S. Schneider
Autor Correspondente: T. D. Freitas | [email protected]

Palavras-chave: Desenvolvimento Humano, Bem-estar, Vulnerabilidade social, Meios de Vida, Fumicultura

Resumos Cadastrados

Resumo Português:

Este trabalho tem como tema o desenvolvimento humano e a diversificação dos meios
de vida, conceitos esses entendidos como sinônimo de melhoria de vida e superação
das vulnerabilidades, dando destaque para a necessidade de estudos sobre bem-estar
no meio rural. A importância deste estudo está em analisar a cultura do tabaco como
processo que torna os indivíduos dependentes e de uma cadeia produtiva que, mesmo
trazendo ganhos produtivos e econômicos, não reflete esses ganhos em bem-estar e
desenvolvimento humano e rural. Teoricamente, buscou-se compreender a abordagem
das capacitações, de Amartya Sen, e a dos livelihoods, de Frank Ellis, como perspectivas
que permitem entender o desenvolvimento para além do aspecto financeiro, levando
em consideração o bem-estar no meio rural. Metodologicamente, foram elaborados
dois índices que retrataram os meios de vida (IMV) e as condições de vida (ICV), permitindo,
assim, um primeiro diagnóstico sobre cinco dimensões, a saber: econômica, social,
humana, ambiental e física. A pesquisa deu-se no município de Arroio do Tigre (RS),
em duas etapas: a primeira, por um estudo tipo survey, com 38 famílias, e a segunda com
entrevistas semiestruturadas, com 15 famílias, a fim de entender melhor o que torna
(ou não) estas famílias fumicultoras dependentes e vulneráveis. Os primeiros resultados
demonstraram que aqueles produtores mais dependentes da cadeia produtiva do tabaco
eram mais vulneráveis e, portanto, tinham um índice de meios e condições de vida
pior que produtores diversificados. Ainda, estes resultados permitiram identificar quais
dimensões são mais ou menos afetadas pela dependência da cadeia do tabaco.