Da repressão à medicalização: a evolução da psiquiatria e o risco de patologização do sofrimento humano

Revista OWL (OWL Journal)

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ISSN: 2965-2634
Editor Chefe: Avaetê de Lunetta e Rodrigues Guerra
Início Publicação: 03/04/2023
Periodicidade: Trimestral
Área de Estudo: Multidisciplinar

Da repressão à medicalização: a evolução da psiquiatria e o risco de patologização do sofrimento humano

Ano: 2026 | Volume: 4 | Número: 3
Autores: Antonelly Monique Fernandes Moreira Givegier, Erica Tereza Menezes Almeida, Eric Eloy da Silva, Helene Estephany Silva de Andrade, Jairlane Garcia de Freitas, Kauã Guidas Hilmann, Maria Eduarda Campioto de Carvalho Rocha, Mariana Fernandes Mattos Marena, Michell Magalhães Ribeiro, Parllen Gomes Fernandes, Ryan Fernando Oliveira Alecrim, Sofia Vitória Teixeira Costa
Autor Correspondente: Antonelly Monique Fernandes Moreira Givegier | [email protected]

Palavras-chave: Saúde Mental, Sofrimento Psíquico, Diferenças Geracionais, Psiquiatria, Medicalização

Resumos Cadastrados

Resumo Português:

Introdução: As transformações sociais, culturais e tecnológicas das últimas décadas modificaram significativamente a compreensão e o manejo do sofrimento psíquico. Da geração dos Baby Boomers à Geração Alpha, observa-se a transição de um cenário marcado por estigmatização e silenciamento para maior visibilidade e valorização do cuidado em saúde mental. Paralelamente, a psiquiatria evoluiu de um modelo institucional para abordagens mais humanizadas e preventivas, embora surjam desafios contemporâneos, como o risco de medicalização de experiências inerentes à vida cotidiana. Referencial Teórico: A análise geracional evidencia mudanças na forma de expressar e reconhecer o sofrimento mental. Enquanto gerações anteriores tendiam à repressão emocional e à somatização, as mais recentes ampliaram o vocabulário afetivo e a busca por acompanhamento terapêutico, em um contexto fortemente influenciado pela tecnologia e pelas redes sociais. Metodologia: Trata-se de revisão narrativa da literatura, de abordagem qualitativa e caráter exploratório-descritivo, com análise de publicações científicas entre 2020 e 2025, organizadas conforme recorte geracional e modelos psiquiátricos predominantes. Resultados e Discussão: Os achados indicam que, embora o sofrimento psíquico seja constante na experiência humana, suas formas de manifestação e reconhecimento variaram ao longo do tempo. A ampliação do debate público e do acesso ao cuidado contribuiu para maior visibilidade dos transtornos mentais; contudo, também favoreceu a possível patologização de vivências existenciais normativas, especialmente em contextos de pressão social e hiperconectividade digital. Conclusão: Verifica-se ampliação do acesso aos cuidados em saúde mental e redução do estigma ao longo das gerações. Entretanto, permanece o desafio de equilibrar acolhimento e rigor diagnóstico, promovendo práticas clínicas fundamentadas em evidências e sensíveis às especificidades geracionais.