A arte e a cultura de massa têm sido relativizadas de forma idealista por curadores, pesquisadores, políticas educacionais e professores de arte, tornando-se muito presentes nas escolas. O presente artigo tem como objetivo demonstrar que a cultura de massa reproduz, direta e indiretamente, a alienação inerente ao capitalismo e, portanto, não é arte, prejudicando a fruição e a criação da arte autêntica. Primeiramente, realizamos uma breve contextualização sobre a produção histórica do conceito de cultura de massa para entender sua origem como indústria cultural e mercadoria fetichizada que desumaniza o público, ao contrário da arte, que o humaniza. Utilizamos a radicalidade do entendimento crítico de Adolfo Sánchez Vázquez sobre a questão como principal referência para demonstrar o idealismo por trás do caráter alienante da pseudoarte da cultura de massa. A escola, ao dar espaço para a cultura de massa como se fosse arte, acirra o processo social de alienação, necessitando de fundamentos mais rigorosos para fortalecer a arte autêntica como conteúdo curricular humanizador.