Cultura de massa e arte contemporânea: alienação ou humanização na escola?

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ISSN: 2965-2634
Editor Chefe: Avaetê de Lunetta e Rodrigues Guerra
Início Publicação: 03/04/2023
Periodicidade: Trimestral
Área de Estudo: Multidisciplinar

Cultura de massa e arte contemporânea: alienação ou humanização na escola?

Ano: 2026 | Volume: 4 | Número: 4
Autores: Paulo Cesar Duarte Paes, Ricardo Grassi Martins
Autor Correspondente: Paulo Cesar Duarte Paes | [email protected]

Palavras-chave: Idealismo, Fetichismo, Indústria cultural, Ensino de artes, Conteúdo curricular

Resumos Cadastrados

Resumo Português:

A arte e a cultura de massa têm sido relativizadas de forma idealista por curadores, pesquisadores, políticas educacionais e professores de arte, tornando-se muito presentes nas escolas. O presente artigo tem como objetivo demonstrar que a cultura de massa reproduz, direta e indiretamente, a alienação inerente ao capitalismo e, portanto, não é arte, prejudicando a fruição e a criação da arte autêntica. Primeiramente, realizamos uma breve contextualização sobre a produção histórica do conceito de cultura de massa para entender sua origem como indústria cultural e mercadoria fetichizada que desumaniza o público, ao contrário da arte, que o humaniza. Utilizamos a radicalidade do entendimento crítico de Adolfo Sánchez Vázquez sobre a questão como principal referência para demonstrar o idealismo por trás do caráter alienante da pseudoarte da cultura de massa. A escola, ao dar espaço para a cultura de massa como se fosse arte, acirra o processo social de alienação, necessitando de fundamentos mais rigorosos para fortalecer a arte autêntica como conteúdo curricular humanizador.