O presente artigo investiga as estratégias pedagógicas para o acolhimento e o desenvolvimento de crianças autistas na sala de aula comum, a partir de uma perspectiva inclusiva que reconhece a diversidade como valor fundamental do processo educativo. Partindo do princípio de que a presença de alunos com Transtorno do Espectro Autista (TEA) nas escolas regulares é um direito garantido por lei e um desafio cotidiano para educadores, o estudo propõe uma reflexão sobre as práticas que podem favorecer a aprendizagem e a participação dessas crianças no ambiente escolar. O objetivo central é compreender de que maneira professores e escolas podem organizar o espaço, planejar as atividades, estabelecer relações e utilizar recursos que atendam às necessidades específicas dos alunos autistas, promovendo seu desenvolvimento integral e sua inclusão efetiva. A metodologia adotada é a pesquisa bibliográfica de caráter reflexivo-prático, fundamentada em autores das áreas da educação inclusiva, psicologia do desenvolvimento, neurociência e pedagogia. O desenvolvimento do texto percorre os fundamentos da educação inclusiva e as características do Transtorno do Espectro Autista que impactam a aprendizagem e a socialização na escola. Em seguida, analisa-se a organização do ambiente escolar, discutindo como adaptar o espaço físico, estabelecer rotinas, utilizar recursos visuais e reduzir estímulos sensoriais para criar um ambiente acolhedor e previsível. A terceira seção dedica-se às estratégias pedagógicas propriamente ditas, abordando o planejamento de atividades, a individualização do ensino, o uso de sistemas de comunicação alternativa, o desenvolvimento de habilidades sociais e emocionais, e a gestão de comportamentos desafiadores. A quarta parte discute o papel do professor e da equipe escolar, destacando a importância da formação continuada, do trabalho colaborativo, da parceria com a família e do cuidado com o próprio bem-estar do educador. Por fim, a conclusão retoma os argumentos centrais para afirmar que a inclusão de crianças autistas na sala de aula comum não é apenas um dever legal, mas uma oportunidade de enriquecimento para toda a comunidade escolar, que aprende a valorizar a diversidade e a construir práticas mais humanas e respeitosas. O artigo pretende contribuir para a prática docente ao oferecer orientações concretas e fundamentadas para o trabalho com alunos autistas na educação básica.